Próximo ao julgamento, Cattani diz que cadeia não representa justiça pela morte da filha
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) declarou nesta sexta-feira (14) que não nutre expectativas otimistas sobre o julgamento dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados de planejar e cometer o assassinato de sua filha, a produtora rural Raquel Cattani, de 26 anos.
Raquel foi morta dentro de casa, em julho de 2024, após sofrer dezenas de facadas. O crime chocou o estado pela brutalidade.
Segundo Cattani, a condenação é esperada, já que os réus confessaram e há provas no processo. No entanto, ele afirma que nenhuma decisão judicial será capaz de reparar a perda. “Eles podem até ser condenados, mas isso não nos devolve nossa filha. É uma dor que não tem como ser reparada”, afirmou.
O parlamentar também voltou a criticar o sistema penal brasileiro, que considera excessivamente brando. Para ele, as punições não refletem a gravidade dos crimes cometidos. “Nós nunca mais veremos nossa filha, e os filhos dela crescerão sem a mãe. Já eles, continuam vivos. Não há sensação de justiça nisso”, desabafou.
Ao ser questionado sobre a pena de prisão para os acusados, Cattani foi direto: disse que considera a cadeia insuficiente diante do que foi feito.
O júri de Romero e Rodrigo está marcado para o dia 22, no município de Nova Mutum, a cerca de 240 quilômetros de Cuiabá. A sessão será conduzida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, e a 3ª Vara da cidade já definiu as normas para a participação do público durante o julgamento.








