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Secretária adjunta de Saúde pede exoneração após ser alvo de operação que investiga desvio de dinheiro do SUS em MT

Secretária adjunta de Saúde pede exoneração após ser alvo de operação que investiga desvio de dinheiro do SUS em MT

Caroline ocupava um dos cargos mais importantes da secretaria e já havia sido investigada em outra operação, em 2023.

A secretária adjunta de Unidades Especializadas da Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, foi exonerada do cargo, a pedido, na sexta-feira (6). A exoneração foi publicada em Edição Extra do Diário Oficial do Estado.

A ação aconteceu após a Operação Panaceia, deflagrada pela Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga desvio de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS). O afastamento da secretária, citada nas investigações como ‘a mulher da SES’, foi solicitado pela Justiça como medida cautelar, para evitar que uma possível influência dela nas investigações

O g1 tenta localizar a defesa da secretária.

Na ocasião, o diretor do Hospital Regional de Cáceres (MT), Onair Nogueira, foi preso durante a operação. A defesa do diretor informou que não vai se manifestar sobre o caso.

Diretor do Hospital Regional de Cáceres (MT), Onair Nogueira — Foto: Divulgação

Diretor do Hospital Regional de Cáceres (MT), Onair Nogueira — Foto: Divulgação

Durante a operação, foram cumpridos ainda 15 mandados de busca e apreensão e dois afastamentos de servidores públicos do hospital. A Justiça também mandou bloquear R$ 5,5 milhões da conta de 12 investigados pela polícia.

Alvo de outra investigação

 

Caroline também já foi investigada durante a Operação Espelhos, em 2023. Na época, o Ministério Público acusou Caroline de associação criminosa, mas a Justiça de Mato Grosso rejeitou a denúncia por duas vezes, alegando a ausência de provas suficientes para vincular diretamente a secretária ao esquema ilícito

Operação Panaceia

 

Investigações apontaram que as fraudes tiveram início durante a pandemia de Covid-19 — Foto: Polícia Federal

Investigações apontaram que as fraudes tiveram início durante a pandemia de Covid-19 — Foto: Polícia Federal

Conforme as investigações, as fraudes tiveram início durante a pandemia de Covid-19, quando servidores e empresas passaram a direcionar recursos do governo federal destinados ao SUS em Mato Grosso a um grupo fechado de empresas, cujos sócios possuem ligação entre si, prejudicando a participação de outros interessados.

As empresas envolvidas no esquema de desvio de dinheiro receberam cerca de R$ 55 milhões até agosto de 2024. A maior parte do dinheiro foi depositada durante a pandemia de Covid 19, segundo a PF.

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